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Cada embarcação que participa da REFENO carrega uma história que vai muito além da travessia entre Recife e Noronha. São histórias de pessoas, encontros, desafios, viagens e escolhas que fazem do mar parte da vida. Por isso, nesta série, abrimos espaço para conhecer um pouco dessas histórias, uma embarcação de cada vez.
Experiência, aventura e preservação dos oceanos seguem juntas a bordo do Pangeia (SC), que retorna à REFENO para sua 8ª participação.

Comandada por Roberto Bruno Fabiano, a embarcação do modelo Bruce Roberts 44, construída em aço, tem 14 metros, cerca de 17 toneladas e foi projetada para travessias oceânicas. A bordo, painéis solares ajudam no abastecimento dos equipamentos e uma rede acompanha o veleiro na coleta de microplásticos.
Mas essa relação com o oceano não começou agora. Ela já faz parte da história do Pangeia. Em participações anteriores na REFENO, o veleiro levou pesquisadores e profissionais a bordo para ações de coleta de dados sobre tubarões, recolhimento de lixo oceânico e produção de documentário, dentro do projeto Pegadas Oceânicas.
E o compromisso com o mar divide espaço com a vontade de competir. Na 36ª REFENO, em 2025, o Pangeia foi 1º lugar na classe Aço, completando as 300 milhas náuticas entre Recife e Fernando de Noronha em 46h45min36s.
Agora, em 2026, o Pangeia volta à classe Aço. Pela frente, mais uma vez, estão as 300 milhas de mar aberto até Fernando de Noronha.
Porque, para o Pangeia, o oceano é muito mais que o cenário da aventura: é parte da missão de preservar.
