As embarcações Lavienrose I, Patoruzú e Yacaré conquistaram, neste sábado (31/10), a III Regata Prático Nelcy Campos. A competição, organizada pela Flotilha Recifense de Veleiros de Oceano (FREVO) e com o apoio do Cabanga, teve partida às 12h30, do Porto do Recife, com disputas nas categorias RGS A, Mocra Regata e Mocra Cruzeiro.

Foto: Tsuey Lan Bizzocchi/Cabanga

O Lavienrose I, comandado por José Adolfo Basto, levou o título no RGS A ao chegar em primeiro com o tempo corrigido de 1h24m45s. Em segundo ficou o Morning Breeze, de Guilherme Araújo, com o tempo de 1h27m59s. Enquanto o Phetixe, do comandante Dante Lucas, ficou em terceiro com 1h27m32s.

No Mocra Regata, o Patoruzú, de Higínio Marinsalta, chegou na frente com o tempo de 1h50m08s. Em segundo lugar, o Justa Causa, de Paulo Collier, com 2h01m35, seguido pelo Centauro, de Álvaro da Fonte, com 2h06m41s. No Mocra Cruzeiro, o Yacaré, de Caros Marrocos, foi o vencedor.

HISTÓRIA
No dia 12 de maio de 1985, Nelcy da Silva Campos rebocou para longe da costa o navio petroleiro Jatobá, que pegou fogo e cujas chamas ameaçavam explodir o Parque de Tancagem do Brum, onde estavam armazenados 153 mil metros cúbicos de produtos inflamáveis.

A situação de risco começou por volta da 1h30 da madrugada de um domingo, quando um dos três tanques do navio explodiu, deixando a embarcação em chamas. Atracado no Porto do Recife, o petroleiro carregava 1.500 toneladas de gás butano, conhecido como gás de cozinha.

O pior é que o incêndio e as explosões em série poderiam atingir o Parque de Tancagem do Brum, que estava a 500 metros do petroleiro e armazenava mais de cento e cinquenta mil metros cúbicos de produtos inflamáveis.
Todo o efetivo do Corpo de Bombeiros do Recife foi mobilizado para combater o incêndio, mas os homens não conseguiram debelar as chamas, que chegavam a 20 metros de altura. A situação era tão grave que o então governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, foi acordado às presas e teve que deixar o Palácio do Campo das Princesas, onde morava, localizado no Bairro da Boa Vista.

Foi nessa situação que o prático da barra Nelcy da Silva Campos, então com 54 anos, foi chamado às pressas em sua casa pelas autoridades responsáveis pela Capitania dos Portos. Ele chegou ao porto por volta das duas horas da manhã e, com a ajuda de alguns auxiliares, começou um perigoso trabalho. Depois de muitos esforços e manobras perigosas, o petroleiro foi deixado à deriva a aproximadamente cinco quilômetros da costa.

Nelcy da Silva Campos nasceu no Recife no dia 21 de janeiro de 1931. Trabalhou durante 25 anos como prático, ofício que aprendeu com o pai. Morreu no dia 27 de setembro de 1990 no Recife.