Das 81 embarcações participantes da 33ª Refeno, três delas foram estrangeiras. Não é à toa que a travessia leva o nome de Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha. Em 2022, o barco argentino Goleta Gringo, do comandante Fernando Zuccaro, foi o último a cruzar a linha de chegada, no Mirante Boldró, em Noronha, após sair do Marco Zero do Recife, totalizando uma distância de 300 milhas náuticas, equivalente a 560 km.

Do modelo Escuna, o Goleta Gringo disputou a Refeno pela Classe Aço, com uma tripulação composta por 14 pessoas – Aquiles Zuccaro, Bárbara Beron Vera, Carolina Hoisel, Diego Ruaben, Eduardo Foz de Macedo, Fernando Zuccaro, Felipe Augusto Hoffmann Consoli, Fernando Foz de Macedo, Ivan Federico Rubel, Juan Zuccaro, Rodrigo Affonseca Bressan, Thiago Quartiero, Victor Agune Peloso e Victor Quartiero.

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O Goleta é uma embarcação de 120 pés (cerca de 40 metros), que foi construída em Genova, na Itália, no ano de 1886. “Ele era um barco de carga sem motor na era da vela no século 19 que navegava entre a Europa e a América do Sul por quatro décadas. Era usado para transportar carvão de pedra e mármore, além de trazer imigrantes europeus”, conta o comandante Fernando Zuccaro.

ARGENTINA

Em 1993, o Goleta Gringo chegou na Argentina e nunca mais retornou para a Europa. “Ele estava abandonado e naufragado num rio e foi comprado por mim na década de 90”, detalha.

A família Zuccaro está morando a bordo do veleiro. O filho mais novo de Fernando, Juan, nasceu inclusive no barco. A Refeno entrou na rota do Goleta Gringo, que está navegando para Genova (ITA), onde disputará a etapa final da regata de volta ao mundo, a Ocean Race.