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Cada embarcação que participa da Refeno carrega uma história que vai muito além da travessia entre Recife e Noronha. São histórias de pessoas, encontros, desafios, viagens e escolhas que fazem do mar parte da vida. Por isso, nesta série, abrimos espaço para conhecer um pouco dessas histórias, uma embarcação de cada vez.

Poucos nomes têm uma ligação tão longa com a Refeno quanto Roque Luiz. Em 2026, o experiente comandante chega à sua 35ª participação na regata, desta vez à frente do Dourado (BA).

A história do Beneteau 40.7 também é marcada por uma reviravolta. O veleiro, que já pertenceu à Escola Naval, foi encontrado completamente queimado por Roque. Apaixonado pelo mar e pela vela, ele decidiu arrematar a embarcação e devolver ao barco a possibilidade de voltar a navegar.

A recuperação transformou o Dourado em mais do que um veleiro. Tornou-se parte de uma trajetória construída ao longo de décadas, marcada pela persistência e por uma relação profunda com o oceano e com a própria Refeno.

E a experiência continua dando resultado. Em 2025, o Dourado foi campeão da Classe RGS B, completando a travessia em 35h53min15s.

Agora, Roque e o Dourado voltam ao mar para mais uma Refeno. São 35 participações de um lado e uma história de recuperação do outro — duas trajetórias que continuam navegando juntas.