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Cada embarcação que participa da REFENO carrega uma história que vai muito além da travessia entre Recife e Noronha. São histórias de pessoas, encontros, desafios, viagens e escolhas que fazem do mar parte da vida. Por isso, nesta série, abrimos espaço para conhecer um pouco dessas histórias, uma embarcação de cada vez.

Há viagens que deixam saudade. Outras deixam uma certeza: é preciso voltar. Para a tripulação do Jubarte (RS), foi assim que começou uma história que, desde 2018, vem sendo escrita entre amizades, travessias e encontros com o mar.

Tudo começou a bordo do saudoso Caboges, na primeira participação na Refeno em 2018. Vieram os desafios da travessia, a emoção de avistar o Morro Dois Irmãos e, com ela, a vontade de viver tudo aquilo outra vez. Então eles voltaram.

Desde 2020, é o Jubarte que reúne essa tripulação. Uma embarcação de modelo EcoSeas 555, de 55,5 pés, construído em alumínio e projetado para grandes travessias. A bordo, Jairo Machado Filho e Bruna Sobé já somam mais de 40 mil milhas navegadas, enquanto mais de 500 tripulantes passaram pelo barco ao longo dessa jornada. É muita gente.

As travessias também trouxeram conquistas. Na Refeno, o Jubarte já foi campeão da Classe Bico de Proa A e Geral, em 2022, e da Classe Alumínio, em 2023.

Mas há coisas que não cabem em uma lista de títulos. Para esse grupo, talvez a principal delas seja a amizade. A bordo do Jubarte ou nas flotilhas da tradicional Farofeno, o que importa é estar junto, navegar com segurança e celebrar a vida no mar.

Agora, o Jubarte volta a cruzar as águas da Refeno. E, para uma tripulação que aprendeu que algumas viagens pedem bis, a história continua navegando.