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Cada embarcação que participa da Refeno carrega uma história que vai muito além da travessia entre Recife e Noronha. São histórias de pessoas, encontros, desafios, viagens e escolhas que fazem do mar parte da vida. Por isso, nesta série, abrimos espaço para conhecer um pouco dessas histórias, uma embarcação de cada vez.

A história de Rodrigo Aguiar de Azevedo com a vela começou quando ele tinha 15 ou 16 anos. Em uma antiga casa de praia do avô, na Lagoa de Araruama, encontrou um dingue que pertencia ao tio e decidiu experimentar, mesmo sem nunca ter navegado.

A estreia foi turbulenta. Rodrigo capotou várias vezes, mas acabou entendendo como o barco funcionava. Mais do que aprender a velejar, descobriu ali o que o encantaria na navegação: a possibilidade de se deslocar usando apenas a força do vento.

Na época, ter um barco era apenas um sonho. Rodrigo seguiu trabalhando, construiu seus negócios e, anos depois, conseguiu comprar seu primeiro catamarã, um Fountaine Pajot de 48 pés. Foi quando começou a reencontrar, em uma embarcação muito maior, a sensação que havia descoberto naquele pequeno dingue.

Agora, a história ganha um novo capítulo com o Millennium Falcon. O Fountaine Pajot Aura 51 acaba de cruzar o oceano e completar os trâmites aduaneiros para entrar no Brasil. Como a embarcação chegou por Salvador, Rodrigo aproveitou a proximidade para fazer uma parada em Recife e participar, pela primeira vez, da Refeno.

A estreia acontece logo depois de uma travessia oceânica — mais uma oportunidade para Rodrigo seguir fazendo aquilo que descobriu ainda adolescente: deixar que o vento escolha o caminho.