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Cada embarcação que participa da Refeno carrega uma história que vai muito além da travessia entre Recife e Noronha. São histórias de pessoas, encontros, desafios, viagens e escolhas que fazem do mar parte da vida. Por isso, nesta série, abrimos espaço para conhecer um pouco dessas histórias, uma embarcação de cada vez.
Depois de ficar fora da edição de 2025, o Atrevida (SP) retorna à 37ª Refeno aos 103 anos, pronto para encarar novamente as 300 milhas náuticas entre Recife e Fernando de Noronha.

Construído em 1923, em Boston, nos Estados Unidos, pelo estaleiro de Nathaniel Herreshoff, o veleiro nasceu com o nome Wildfire. Em 1946, quando chegou ao Brasil, passou a se chamar Atrevida. Desde então, acumulou uma história que inclui diferentes proprietários e passageiros ilustres, entre presidentes, reis, rainhas e celebridades.
O clássico Schooner Herreshoff 95, com cerca de 29 metros, também precisou superar um período em que ficou abandonado em um estaleiro. A partir de 2004, passou por uma grande recuperação baseada nos planos originais do Museu Herreshoff e do MIT. Quatorze meses depois, em 2005, voltou a navegar.
Na Refeno, a tradição do Atrevida também já mostrou que pode andar lado a lado com o desempenho. Em 2023, o veleiro terminou a regata em 4º lugar geral, completando a travessia em 29h51min07s.
Agora, aos 103 anos, o Atrevida volta ao Recife para mais uma largada. A história é longa, mas ainda há mar pela frente.
